Dorme. Cala a dor, ainda que a marca a retenha fechada num silêncio qualquer.
terça-feira, 25 de dezembro de 2007
Dorme. Cala a dor, ainda que a marca a retenha fechada num silêncio qualquer.
domingo, 18 de novembro de 2007
DINAMARCA
as PESSOAS:
eU, o mADS, a kATJA, o pEDRO, o vITOR...
... e a cATARINA.
os LUGARES:
a sEREIA.
oPERA hOUSE - cOPENHAGA: uM lUGAR qUE sÓ sE tORNA iMPONENTE qUANDO lÁ ESTAMOS E veMOS a mAGNITUDE dE uMA cONSTRUÇÃO iNTEMPORAL
vER dE cIMA A cAPITAL: rECONHECER oS eSPAÇOS, aBSORVER O tODO.
pODIA cHAMAR-se aDDICTED cITY; dENTRO de cOPENHAGA, uM eSPAÇO: uMA aNTIGA bASE mILITAR qUE nOS aNOS 70 fOI tRANSFORMADA nA cIDADE da dROGA, do áLCOOL e do rOCK' n rOLL. a mÁXIMA, eSPALHADO eM cADA cANTO? "sAY nO tO hARD dRUGS".
aS SENSAÇÕES:
cAÍMOS lÁ dE cIMA: eM cINQUENTA mETROS sENTIMOS a aDRENALINA tODA, cOMO se A vIDA pUDESSE tER uM fIM e eSSE fIM fOSSE a gOSTO, dEVIDAMENTE eNRAIVECIDO. rEPETIRÍAMOS a pROVOCAÇÃO: sEM dúúúúúVIDA!
rESTA aGORA uM rASTO, uM mISTO DE sAUDADE e sUSPIROS cOM o cHEIRO dOS lUGARES, o sABOR do mAR do nORTE, de uMA cULTURA qUE nÃO é NOSSA da qUAL bEBEMOS aTÉ qUE a eSPUMA rEBENTASSE o oLHAR cOM qUE vEMOS o mUNDO eM nÓS; pARA nÓS.
O um pelo outro

quarta-feira, 7 de novembro de 2007
Temos também o exemplo de todo o domínio romano e o tremendo culto pela boa condição física e pelas esculturas dos dirigentes do Império, que perpetuam ainda uma cultura no tempo. E actualmente, assistimos à proliferação em massa de publicidade e marketing a produtos – todo o tipo – que zelam não só por um corpo bonito e saudável, como por uma sensação ilusória de pertença, denominada falso valor de uso.
Perante estes exemplos que demonstram a transversalidade da temática apercebemo-nos com alguma facilidade da importância que a aparência representa, nas mais diversas vicissitudes. Imagem é acima de tudo a construção de uma identidade que se aplica a tudo o que se pretende transmitir para o exterior. Justo Villafañe, especialista em Comunicação Corporativa, aborda no livro «Imagem Positiva» toda uma temática inerente à gestão estratégica da imagem das empresas, entre as quais a gestão de crise. Para as grandes empresas multinacionais é já indispensável o denominado Gabinete de Comunicação: um conjunto de pessoas que se debruçam ao pormenor na forma - e no conteúdo - como são transmitidas todas as mensagens para o exterior e para o próprio público interno. É inegável o seu valor, não só pelo controlo que daí advém, como principalmente por nada ser feito ao acaso.
A este propósito, Albert Delpit, escritor e poeta, lança-nos o repto: «O mundo julga-nos, não pelo que somos, mas pelo que parecemos ser».
Toda esta construção da imagem, assume nos dias que correm contornos inimagináveis. Vejamos por exemplo o que está a acontecer com o Caso McCann. É a história mais mediática de sempre relativa ao desaparecimento de uma criança. Independentemente de estarem ou não envolvidos no desaparecimento da filha, há que admitir a sua extrema inteligência pela forma como, desde o início, lidaram com a Comunicação Social, revertendo-a sempre a seu favor e não deixando esquecer a história. Mas, no cuidado com que sempre se mostraram, algo começou a falhar. Subitamente a crise; a crise do chamado furo jornalístico face às dúvidas e provas recolhidas pela Polícia Judiciária. A Imagem ficou ferida e os pais da menina não hesitaram: têm actualmente quatro assessores de comunicação, um deles que deixou o gabinete do primeiro-ministro inglês, Gordon Brown, para se dedicar ao caso.
Muito para além da culpabilidade ou não dos pais de Maddie, o que é que está aqui em causa? A Imagem. O julgamento popular. A reconstrução de um casal em risco de ser posto de parte pela opinião pública que, quando não é amigável, pode tornar-se cruel e acutilante.
Creio, pois, que não é demais referir que não é só em Nações, Impérios, Empresas e na Publicidade e Marketing que a construção da aparência dá de comer aos povos e públicos-alvo. Tudo é susceptível de ser aparentado. Não como reflexo do que somos, mas como meta do que queremos atingir. Na época que corre, tudo é Imagem: imagem e comunicação; imagem e construção.
in Empreender
domingo, 30 de setembro de 2007
Entrevista a Nelson Ferreira, locutor da Rádio Universitária do Minho. Um amante de música; um apaixonado pela vida e pela arte de comunicar; um homem à cata de talentos, em especial os que consegue captar num rasgo humano de cumplicidade.
1. Quem és? De onde vens? Para onde vais?
R - Nelson, prazer! Venho da província. “ninguém voa tão alto como aquele que não sabe para onde vai”….é para aí que quero ir.
2. Porquê Comunicação? Porquê Rádio?
R – Porque me pareceu fácil…Porque o faço sem grande esforço. Porque sou preguiçoso. Porque senti apelo pela rádio. Porque acho que é mais ou menos “colorido” trabalhar em rádio. Porque dar música pode influir no estado de espírito de quem a ouve.
3. Apenas Rádio?
R - Não. Mas prefiro dar a voz a dar a cara. Gosto de vozes…quase tanto como gosto de olhares. A palavra dita, falada, toca-me.
4. Falando tu para um público invisível, o que é que esta frase te diz: «Comunicar é tão somente olhar e perceber que do outro lado está uma bênção chamada cumplicidade.»
R - Diz-me muito. A ilusão de que podemos estar a “tocar” alguém é parte do fascínio de falar para essa massa invisível.
5. Sei que gostas de todo o terreno? Sempre foste apaixonado por esta modalidade ou já tiveste outras? Como é que esta surge na tua vida?
R – Gosto de TT pelo facto de nesta actividade conseguir ir onde os carros normais não vão. Consegue-se ir a miradouros inacessíveis. Consegue-se subir ao topo de uma montanha e ver o horizonte. E em toda a terra onde se passam os dias tipo formiga e tem-se essa visão de “Big Picture”. O acesso a sítios isolados onde o silêncio é maior e a natureza mais imponente. Claro que a paixão de infância pelos desportos motorizados também ajuda. Sei que é uma actividade +/- poluente mas faço-a em respeito pela natureza e prefiro-a à barbaridade das touradas ou caça de animais.
6. Porque é que Closer é um dos teus filmes de eleição? Que outros tens?
R – Porque é um filme autêntico, humano, real. Atraem-me os diálogos intensos. As relações humanas mais mundanas e as suas oscilações. O amor é um gajo estranho.
Dispenso com facilidade filmes de animação e ficção científica…
Contudo…a realidade bate sempre a ficção.
9. Viagem perfeita?
R – A de um casal apaixonado sem destino traçado.
10. O que é que lês?
R – Para além da Dica da Semana, os cadernos de cultura do “Público” e “Expresso”.
Publicações online de música. As frases feitas e discursos do Churchill.
11. O que é que mais te fascina em cada um dos teus sentidos:
Tacto: seda…adoro tecidos
Olfacto: Terra húmida, combustíveis durante uma corrida (estranho), um bom perfume de mulher, não muito doce.
Visão: Outros olhares.
Audição: Sussurros bem perto do ouvido. Música calma num ambiente com pouca luz.
Paladar: prefiro de longe os salgados aos doces.
12. O que é que mais te assusta?
R – Não tenho medos particulares. Mais anseios que medos.
13. Quais são os teus medos? (Sim, porque todos os temos)
R – Que as minhas ânsias virem medos.
14. Se tivesses que escolher, com qual desta características viverias e porquê:
Loucura ; Agorafobia; Bipolaridade.
R – À excepção da agorafobia já vivo com as outras duas e não abdicaria de nenhuma delas. Fazem de mim quem sou.
15. Que defeitos consideras fundamentais alguém possuir? E virtudes?
R - Aprecio os calculistas mas adoro os humanistas. Assim como é necessária alguma ingenuidade também o é alguma frieza.
16. Moves-te sob a escuta de que andar?
R – Infelizmente sob a péssima escolha musical do meu vizinho do andar de baixo. Inclui Rod Stewart, Chris de Burgh…
17. Porque é que gostas tanto de reticências? O que é que elas te transmitem? Usa-las muito na escrita. É defeito ou virtude?
R- Uso-as na escrita como no jazz se usa o silêncio. Servem para marcar os ritmos. Neste caso a intensidade e fluidez do discurso… dos significados daquilo que vou dizendo.
18. Apenas com 26 anos, o que é que te falta fazer?
R – Falta-me ver um concerto de David Bowie. Falta-me encontrar tanta gente que ainda quero conhecer. Falta-me conhecer melhor ainda aqueles que já encontrei.
19. Quatro músicas de eleição.
R - Todas do Mezzanine dos Massive Attack. Pela fase em que as ouvi…não a melhor da minha existência, mas porque mesmo depois disso mais de mil significados lhe acrescentei e gosto de todos eles.
As letras do Manuel Cruz dos Ornatos Violeta e de algumas do Reininho…sem esquecer o Carlos Tê. O sentimento bem Português na música não se fica pelo Fado.
As histórias quase poéticas dos Depeche Mode e dos Cure.
Grande parte da minha vida é a escolher músicas….para determinadas horas…para determinados objectivos.
A música de eleição pode ser diferente consoante o momento a que se destina.
20. Um vídeo
Björk - All is Full